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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Servindo Vinhos

Requisitos básicos para as taças

Corpo separado da base por uma haste
Abertura mais estreita que o corpo
Cristal ou vidro fino
Incolor
Limpeza cuidadosa
Volume em torno de 350 ml
O conteúdo não deve ultrapassar a metade

Em que sequência servir os vinhos

A) QUANTO AOS TIPOS: Brancos Tintos

B) QUANTO À QUALIDADE: Medíocres Médios Bons Grandes

C) QUANTO AO CORPO: Leves Encorpados

D) QUANTO À IDADE: Jovens Maduros

E) QUANTO AO TEOR DE ACUCAR: Secos Suaves Doces

Justificativas:
A), B) e C) Os tintos, geralmente, são mais complexos (maior riqueza em aromas e sabores, mais corpo, mais tanino, etc.) do que os brancos. Iniciar a degustação com um vinho mais complexo, elevaria o nível de exigência em relação ao próximo vinho, menos complexo, minimizando os seus aspectos positivos e realçando os seus aspectos negativos. Pela mesma razão, depois de tomarmos um grande vinho, os que se seguem, ainda que de boa qualidade, nos parecerão sempre piores do que realmente são.

D) Os vinhos mais velhos são mais complexos do que os jovens. Embora isso possa não ocorrer para vinhos diferentes, torna-se absolutamente verdadeiro para garrafas de um mesmo vinho, porém de safras diferentes, especialmente se for um vinho longevo, de longa guarda.

E) O açúcar de um vinho doce ou suave, prejudica na apreciação de um vinho seco servido a seguir. Não é à toa que os os vinhos doces devem ser tomados no final das refeições, acompanhando as sobremesas ou mesmo sozinhos.

As Temperaturas Ideais

Tintos
Envelhecidos e Encorpados - 16 A 18 oC

Não envelhecidos mas Encorpados - 14 A 16 oC

Jovens e pouco encorpados - 12 A 14 oC

Beujolais 'Primeur" ou "Nouveau" - 10 A 12 oC

Brancos
Secos, Envelhecidos e Encorpados - 12 A 14 oC

Secos, Jovens e Leves - 6 A 12 oC

Suaves e Doces - 4 A 6 oC

Rosés
Todos de modo geral - 6 - 12 oC

Espumantes
Brut - 6 A 12 oC

Demi-Sec e Doce - 4 A 8 oC

Fortificados
Vinho do Porto - 10 A 18 oC

Jerez - 8 A 14 oC

Madeira - 12 A 14 oC

OBS: Uma garrafa deixada durante 8 minutos na água com gelo sofrerá uma redução de 5 oC na temperatura, que corresponde a 60 minutos de permanência na geladeira.

A abertura da garrafa

1- A remoção da Cápsula
Antes de se abrir uma garrafa de vinho deve-se retirar a porção da cápsula em contato com a abertura da garrafa e limpar o gargalo com um pano, pois, na maioria dos vinhos de boa qualidade a cápsula é feita de chumbo que é tóxico. A cápsula, deve ser cortada abaixo do ressalto maior do gargalo, próximo à abertura da garrafa. Isto pode ser feito com uma faca.
Pode-se também fazer a remoção da cápsula utilizando o corta-cápsulas ("foil-cutter"), que é um acessório que tem a forma de um "U" cuja abertura abraça o gargalo. Pressionado no gargalo e girado, ele corta a cápsula através de disquinhos de aço existentes na sua base, mas em geral corta mais rente à borda do gargalo.

2 - A limpeza do gargalo
Após a remoção da cápsula, deve-se limpar vigorosamente o gargalo, com um guardanapo de pano ou de papel, principalmente se a cápsula removida for de chumbo que, como já foi dito, é um material tóxico ao organismo.

3 - A retirada da rolha
A seguir, é fundamental a escolha de um saca-rolhas que exija pouco esforço do usuário e seja eficiente na sua função essencial, que é tirar a rolha, sem danificá-la. A abertura da garrafa de vinho é uma operação óbvia e simples, mas pode-se transformar em verdadeira tortura se não se dispõe de um saca-rolhas adequado.

A maioria dos saca-rolhas, entretanto, usa até hoje o velho sistema da haste helicoidal que penetra na rolha e para o bom funcionamento do saca-rolhas a haste é o ítem fudamental. Em um bom saca-rolhas a haste deve obedecer dois pontos essenciais:

a) Ter um passo amplo, isto é, as voltas da espiral devem ser largas, lembrando o rabo do porco, e não curtas como as voltas de um parafuso. Quando o passo é curto a haste não abraça firmemente a cortiça e, ao ser puxada, esfarela a rolha e não a retira.

b) Ser revestida de teflon, material que permite um perfeito deslizamento da helicoidal no interior da cortiça.

A Areação ou "Respiração" do Vinho

A aeração ou "respiração" de um vinho é uma conduta sempre aconselhável para os bons vinhos, em especial os tintos. Durante o tempo de envelhecimento na garrafa, o vinho está em total ausência de oxigênio e nele ocorrem reações complexas que levam à formação de substâncias sensíveis ao oxigênio. Em geral, um bom vinho não envelhecido em demasia, quando exposto ao oxigênio do ar, sofre alterações benéficas, liberando mais intensamente seu aromas e aprimorando os seus aspectos gustativos. Quanto melhor o vinho, quanto maior a sua estrutura e a sua complexidade de aromas, maior será o tempo que se deverá deixar o vinho aerando ou "respirando". Essa operação é realizada abrindo-se a garrafa algum tempo antes do serviço do vinho e deixando o vinho "respirar". Outra alternativa, melhor ainda, é transferir-se o vinho para uma jarra de vidro com boca larga ou um decanter (ver o ítem decantação), onde o vinho sofrerá maior aeração em menor tempo.

Apesar da polêmica em relação às vantagens e ao tempo de aeração dos vinhos, a maioria dos conhecedores concorda que não há necessidade de se arejar vinhos tintos simples de consumo corrente. Tampouco areja-se a maioria dos vinhos brancos, sendo exceções os brancos de alta qualidade, com grande estrutura e complexidade aromática que devem "respirar" algumas horas antes do serviço .

Os vinhos que mais lucram com a aeração são os tintos de qualidade, maduros (prontos para tomar), já suficientemente envelhecidos, que devem "respirar" por um período mínimo de uma a três horas. Quanto melhor o vinho, maior será o tempo de aeração e para alguns o tempo de respiração preconizado vai de 6 a 24 horas.

No entanto, é importante lembrar que a respiração pode ser trágica para vinhos muito velhos, com vinte, trinta anos de vida ou mais. Depois de um tempo de envelhecimento muito longo na garrafa, as substâncias complexas formadas tornam-se extremamente sensíveis ao oxigênio e, quando em contato com o ar, elas sofrerão uma rápida oxidação, degradando-se rapidamente. Por melhor que seja o vinho, ele não suportará o "choque respiratório" e, não é raro ver-se vinhos maravilhosos muito velhos, servidos logo após de abrir-se a garrafa, explodirem em aromas, maravilhar-nos à boca e, passados poucos minutos, extinguirem-se por completo, perdendo os aromas e tornando-se intragáveis. Portanto, cuidado, não areje vinhos muito velhos !

A Decantação do Vinho
A decantação de um vinho consiste em uma operação simples, porém cuidadosa, para remover o sedimento ou borra ou depósito do fundo da garrafa, em geral existentes no vinhos muito envelhecidos. Esse sedimento é constituído por várias substâncias que se formam durante o envelhecimento do vinho na garrafa e que vão se depositanto no fundo da garrafa, como por exemplo os taninos que sofrem polimerização.

Na realidade, não há nenhum problema médico em bebermos um vinho com sedimento, mas ao manusearmos a garrafa ele irá misturar-se no vinho, tornando-o turvo e provocando, quando bebido, a sensação desagradável de uma fina areia na boca. Portanto, a decantação é aconselhável por razões estéticas na sua degustação do vinho: melhor visualização e melhor sensação gustativa.

A decantação é realizada, após a abertura da garrafa, de três formas:

1 - Manual, na garrafa
Deita-se a garrafa com cuidado, para que o sedimento não se misture ao vinho e, com o auxílio de uma fonte de luz (vela ou lâmpada), com a mão firme e lentamente, vai-se tombando a garrafa e vertendo o vinho na taça, procurando-se manter o sedimento sempre abaixo do ressalto do "ombro" da garrafa. Quando se notar que ele começa a subir o ressalto, pára-se, espera-se ele escorrer de volta ao fundo e recomeça-se a operação. Desse modo ele não virá até o gargalo e, portanto, não se misturará ao vinho que está saindo.

2 - Manual, no decantador
Tranfere-se o vinho lentamente da garrafa (como no método anterior) para um decantador ou decanter (inglês) ou carafe (francês) que é um frasco, de vidro fino ou cristal, com a base bem larga, semelhante a uma licoreira. Deixa-se o decanter em repouso, até que o sedimento vá todo para o fundo e, em seguida, serve-se lentamente o vinho nas taças. Como a base é muito larga, a retenção do sedimento é bem fácil do que na garrafa, acelerando o processo. Outra vantagem do decanter é que ele também se presta muito bem para aerar o vinho, fazendo, simultâneamente, as funções de decantação e respiração do vinho.

3 - Com auxílio de aparelho especial
Existem aparelhos para fazer a inclinação lenta da garrafa mediante a ação de um sistema de engrenagens. Ao girar-se uma pequena manivela, aciona-se o sitema, que provocará a lenta inclinação da garrafa, de modo muito mais preciso do que o método manual. Apesar de charmosos, esses aparelhos são difíceis de ser encontrados e muito caros.

Filtragem, uma alternativa à decantação
Em caso de inabilidade ou falta de paciência para realizar a decantação, bem como na ausência de um decantador ou do aparelho mencionado, a solução menos charmosa, porém mais prática e rápida, é passar o vinho por um filtro de papel (do tipo Melitta) ou por um tecido fino adaptado em um funil. Na falta desses utensílios, a solução é "coar" o vinho, através de um pano limpo colocado na boca de uma jarra.

Conservando o Vinho já aberto
No caso de você abrir uma garrafa de vinho e não consumí-la toda, o que fazer para conservar o vinho?

Uma vez aberta a garrafa o vinho estará em contato constante com o oxigênio e seguramente irá oxidar-se em pouco tempo. Para protelar um pouco o problema, tampe a garrafa com a própria rolha, coloque-a na porta da geladeira e procure bebê-la em dois a três dias.
Uma outra solução é utilizar a "bomba de vácuo" ou "vacu-vin", em francês, ou "wine-saver", em inglês.

A bomba de vácuo
Trata-se uma pequena bomba que possui um êmbolo (semelhante ao de uma seringa de injeção) que se adapta à uma rolha especial de borracha, colocada na garrafa. Com movimentos de vai e vem do êmbolo, vai-se retirando o ar da garrafa, pois o aparelho possui uma válvula que permite a saída do ar por sucção, mas impede a sua entrada. Assim, depois de várias bombeadas, o êmbolo passa a movimentar-se com dificuldade, indicando que o ar da garrafa está saindo e quando tornar-se impossível movê-lo, o vácuo estará efetuado na garrafa. Desse modo, o vinho poderá ser conservado na porta da geladeira ou em local bem fresco, por muito tempo. No entanto, por esse sistema não se consegue um vácuo absoluto, sendo mais conveniente consumir o vinho em torno de um mês. Fonte: http://www.adegadovinho.com.br/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Taças- As sete regras.
10/07/2009 por leontjr
A humanidade bebe vinho há aproximadamente 4.000 anos mas nunca teve a chance de usar recipientes tão perfeitamente adequados para desfrutá-lo como hoje.

Crânios e chifres de animais, peças de madeira, pedra, couro, cerâmica, ouro e prata são alguns dos materiais que fazem parte da história do design dos copos e taças. Nem o mais poderoso dos reis teve uma taça tão boa quanto as que nós, pobres mortais do início do século XXI, temos ao nosso alcance.

O vidro e sua mais pura manifestação, o cristal, fixaram-se como materiais ideais durante o século XX. Nos anos 50, Claus Josef Riedel, baseado em observações científicas que associaram o copo à percepção da bebida, criou a taça revolucionária, em forma de um ovo meio alongado e cortado no topo. De boca mais estreita e paredes arredondadas, ela criava uma espécie de câmara onde os aromas do vinho pairavam. A taça padrão para degustação segue esse caminho.

O modo como o vinho jorra do copo e se espalha na boca define a sensação que a bebida causa. E a primeira impressão geralmente predomina. A capacidade do recipiente, a curvatura do bojo, o ângulo da borda e o tamanho da boca definem como o vinho vai alcançar as papilas gustativas. A criação de cada copo é feita a partir do mapa da distribuição destes sensores na língua: o doce na ponta, o salgado perto dela, o azedo nas laterais e o amargo próximo à base. O centro da língua quase não reconhece sabores, mas é ali que se recebem os estímulos táteis e onde se percebem temperatura, viscosidade e teor alcoólico. As taças são desenhadas para levar o líquido à boca de modo a, por exemplo, reduzir algum desequilíbrio ou tendência, seja azeda ou amarga. No caso dos vinhos cuja atração é a doçura, a taça vem desenhada para que o líquido atinja primeiro a ponta da língua.
Hoje, muitos fabricantes, incluindo os brasileiros, seguem os passos de Riedel e desenvolvem taças para cada tipo de vinho e de bebida em geral. A oferta é gigantesca mas a realidade é que umas poucas regras podem nos ajudar a montar uma coleção de taças adequada ao nosso gosto e ao nosso bolso:

1: As taças devem ser translúcidas e incolores, sem conter desenhos ou detalhes no recipiente. Isto porque a cor do vinho diz sobre suas condições, idade e origem.
2: Deve haver uma haste. Ao segurar a taça pelo pé, evita-se o aquecimento do vinho e prolonga-se o desfrute. O modelo 1756 Amadeo da Riedel, sem haste, é lindo, mas não convence o bebedor sério.

3: Vinhos jovens e frutados, com aromas delicados, pedem bordas mais estreitas, para ajudar o aroma a se manter no copo.
4: Os vinhos envelhecidos, encorpados, que apresentam aromas mais densos como couro, especiarias, manteiga, alcaçuz, etc, requerem taça com bojo maior e recipiente mais alto. Precisam de espaço para volatilizar e liberar seus segredos.
5: Os brancos pedem taças menores porque são bebidos resfriados. Quando quentes, os brancos, pela acidez ou doçura, perdem a vivacidade e a leveza. Menos vinho no copo e mais na garrafa resfriada, acarreta, é claro, um maior número de reposições.

6: Espumantes solicitam taças longas e de boca estreita, como as flute e tulipa, onde cabe uma boa quantidade de bebida mas há uma pequena área para o escape das bolhinhas de gás.
7: Estas regras são técnicas, servem para valorizar o vinho, o ambiente, a decoração e a companhia. Mas um único modelo de taça básica, como, por exemplo, a taça padrão de degustação, é suficiente para valorizar o principal, seu prazer. Fonte: http://maisumgole.wordpress.com/